• Operação Resgate Brasil

ESPORTE E REFLEXÃO


Ainda que em tempos de distanciamento social, máscaras e álcool em gel, finalizamos mais um momento de celebração internacional ao esporte. As olimpíadas, que aconteceram no Japão, trouxeram ao cotidiano um conjunto de modalidades, habilidades e potências do esporte mundial. Crianças, adolescentes, jovens e adultos são lançados a uma (e em sua maioria, mais de uma vez) experiência de competição que tem por finalidade integrar o conjunto dos países do mundo num elo de respeito e união.


O nosso país, o Brasil, foi um dos países a se lançar nessa disputa. Nossos atletas constroem diversas áreas esportivas, como: ginástica, vôlei, futebol, ,natação, judô, entre

outras, e geram comoção nacional quando carregam no peito o peso de uma medalha que tem significado coletivo, o da vitória de uma nação com atletas que muito se dedicam à paixão olímpica, ainda que com poucos recursos e investimentos.

Quando refletimos sobre o esporte na vida humana, um conjunto de nuances de discussão se abre: a relação do esporte com a educação, com a saúde, com ramos profissionais, com o lazer e com a cultura de uma sociedade. Em cada uma dessas possibilidades de discussão cabe o entendimento sobre o nosso país. E para nossa conversa, pensaremos sobre o esporte, suas importâncias e porque acreditamos tanto que essa área deve ser tão bem trabalhada na vida de nossos jovens. Em sociedade, o esporte tem papel social e político. Como afirma Polyanna Gomes em sua matéria para o jornal Brasil de Fato, a prática esportiva forma, educa, provoca, transforma valores e atitudes. O Estado tem obrigação em promover a prática esportiva para as diversas faixas etárias de nossa sociedade, mas sabemos que gestores políticos priorizam outras atividades e deixam de lado setores como cultura, esporte e lazer.


O ESPORTE EM NOSSA ORGANIZAÇÃO:

Desde nossa fundação, colocamos atividades esportivas como centro de nossas prioridades.


Com o decorrer de nossa caminhada, aperfeiçoamos nosso modo de trabalho e reforçamos a necessidade de ampliação das práticas esportivas.

Uma de nossas práticas esportivas é o Jiu-jitsu. O jiu-jitsu “é uma arte marcial japonesa (Bujutsu), e também um esporte de combate, que utiliza técnicas de golpes de alavancas, torções e pressões para derrubar e dominar um oponente”, de acordo com o Wikpedia.



Matheus está conosco há 2 anos e meio e nos conheceu através de seu primo Lucas Natan. Ele nos contou que se aproximou da organização porque quer o “bem para o próximo e a população de modo geral e aí eu me ofereci pra dar aula voluntariamente de jiu jitsu afim de propagar esse esporte que traz grandes benefícios para nossa saúde e mente”. Hoje Mateus faz parte do nosso quadro de funcionários e exerce um excelente trabalho.



NOSSO DESAFIO COTIDIANO

Nós encaramos o esporte como uma forma de se enxergar no mundo. As histórias de atletas que lemos ou ouvimos são, em sua maioria, muito semelhantes: histórias de superação, com poucos recursos disponíveis, pouco ou quase nenhum espaço esportivo adequado ou com investimentos diretos do Estado, com organizações do terceiro setor apoiando com as forças que tem.

É o caso da história Da Rebeca Andrade, ginasta, filha de empregada doméstica, criada na periferia de Guarulhos e que ganhou duas medalhas olímpicas (uma de ouro e outra de prata).


Queremos transformar essas histórias não como motor para esforços individuais, mas como impulso para que menos jovens não precisem enfrentar situações que beiram a desistência, para que os que restarem, tenham a possibilidade de encontrar um lugar ao sol. Nossos jovens precisam encontrar no esporte uma ferramenta de, também, profissão. Podendo escolher entre ser atleta, ser educador, ser pesquisador ou um pouco de cada.

Como reforçamos, essa e outras de nossas metas são “trabalhos de formiguinhas”,

em que cada dia e cada esforço constroem um degrau da escada. Por hora, seguimos buscando recursos e humanos que se dediquem a acolher nossos jovens e ajudar a construir seus sonhos.

Texto de Bianca Liège

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