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  • Foto do escritorOperação Resgate Brasil

PASSEIO COM AS CRIANÇAS



Vivemos rodeados de uma rotina estruturada em concreto, vigas, asfalto e publicidades. A natureza tem estado cada vez mais distante da nossa vista, e isso, ainda que passe despercebido, nos afeta diretamente. A vida em contato com a natureza oferece serenidade, conexão e renovação, contrastando com o caos da vida urbana.

 

Em espaços de discussão sobre educação e consciência ambiental, como conferências e congressos nacionais e internacionais de educação, existem apontamentos sobre a melhora na qualidade de vida e de educação das pessoas que mantêm contato constante com a natureza. Seja vinculado a aspectos psicológicos, motores ou de formação de consciência, conviver com paisagens naturais potencializa o desenvolvimento de crianças e jovens



A vivência com a natureza proporciona um respiro especial.


De acordo com uma matéria veiculada pelo Portal UOL, o contato com a natureza ajuda na saúde física das pessoas, melhora a saúde mental, reduz estresse, ajuda em processos de cura, potencializa a memória, auxilia na concentração e beneficia, em especial as crianças. Esse último ponto, que enfatiza as crianças, aponta que “para além dos benefícios explícitos do contato com a natureza por parte de crianças (a diversão, socialização e entendimento do meio-ambiente) [...] também pode afetar uma parte bem prática da saúde dos pequenos: a visão. Isso porque um estudo realizado em 2012 descobriu que atividades em meio a natureza reduzem o risco do desenvolvimento de miopia. Pedagogos, educadores e cientistas, de diferentes áreas de estudo, abordaram metodologias que integravam diferentes espaços como ambiente de educação. Isso porque quando imaginamos um ambiente educativo, costuma vir à mente uma sala de aula, cercada por paredes, com carteiras enfileiradas e com um professor “transmitindo” conhecimento para os educandos. A proposta desses cientista gira em torno de algumas perguntas, como: será que esse é o melhor modelo de ambiente educativo? Se a ciência evidencia que ambientes naturais auxiliam na concentração, reduzem o estresse e melhoram a saúde mental, por que não integrar esses espaços no cotidiano educativo?

Um método, que faz alusão a essas perguntas, ficou conhecido como “aulas-passeio”. O método foi desenvolvido por Celestin Freinet, educador francês que buscava democratizar as relações em volta da educação. De acordo com as pesquisadoras Marcela Verônica Santana Cruz e Lady Daiane Batista, “a aula passeio é um momento no qual elimina-se a distância entre professor e aluno, pois ambos ao explorar tudo o que pode ser descoberto fora do ambiente escolar passam a ter uma relação de igualdade e ‘camaradagem’ possibilitando assim uma aprendizagem efetiva”.

Aplicando à nossa realidade, as aulas-passeio podem ser traduzidas na aproximação das nossas crianças, com lugares importantes e saudáveis de nossa cidade. Recentemente fizemos uma semana de aulas-passeio por Patos. Levamos várias turmas de diferentes idades para lugares que ou representam a história de Patos e/ou que são relevantes para a atualidade. Levamos para lajedos, para o açude do jatobá, para o campi da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O intuito da atividade está bem atrelado aos dois elementos descritos acima: aproximar as crianças dos espaços naturais e promover momentos educativos fora da sala de aula.

 


As crianças aproveitaram muito e se divertiram durante todo o momento. Fizemos o piquenique com eles, tiramos fotos… aproveitamos a paisagem. Temos a certeza de que esse é um dos métodos que consegue associar educação com lazer. E queremos fazer MAIS!       

           Texto Bianca Liege


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