• Operação Resgate Brasil

OS JOVENS E A TECNOLOGIA


Dentre as realidades inegáveis trazidas e vividas no nosso século atual, XXI, uma das mais fortes e evidentes é a da existência de uma realidade virtual em que mundos e possibilidades se cruzam. As chamadas TICs (tecnologias da informação e comunicação) estão cada vez mais presentes em nosso cotidiano, seja de forma portátil (a exemplo dos celulares e tablets) ou de forma fixa, a exemplo dos computadores de mesa. Esses recursos já fazem parte de um presente inevitável e vieram para se somar às nossas ferramentas cotidianas.


Muitas famílias ainda vivem em estado extremo de pobreza.
Ainda que não seja uma realidade nacional, o acesso à internet já faz parte da vida de 82,7% da população brasileira, são mais de 134 milhões de usuários.


O Nordeste é segundo colocado no índice das regiões que não tem acesso à conexão virtual. Em nosso bairro, a conexão está presente, mas seu acesso é caro e limitado à condição financeira das famílias. E como costumamos abordar, a situação local que é de vulnerabilidade social e econômica, é refletida nesses acessos às TICs.


Entendendo esse cenário de que essa realidade virtual veio para ficar, mas também sabendo que seu uso não é comum a toda nossa comunidade, pensamos: o que devemos fazer? Qual o papel de nossa organização diante dessa realidade? Primeiro, acreditamos que as tecnologias devem ser aliadas ao processo de ensino e educação. Quando utilizado de forma correta,a tecnologia tende a despertar a necessidade de ampliar o conhecimento, propiciando diferentes formas de aprendizado”, de acordo com a Sociedade Mineira de Pediatria. Segundo, se não há um amplo acesso a esses recursos por parte de nossa comunidade, nos propomos, então, a ser esse lugar que irá facilitar o contato (sobretudo pedagógico) desses jovens a esse mundo virtual.

"A tecnologia tende a despertara necessidade de ampliar o conhecimento, propiciando diferentes formas de aprendizado!"

Terceiro, essas TICs devem fortalecer o conjunto dos valores de nossa organização. Portanto, tê-las conosco, sobretudo numa relação de ensino/aprendizagem, é considerar que elas devem ser ferramentas que potencializem o olhar de nossos jovens para um mundo melhor: essas tecnologias devem fazer parte do processo de inspiração desses jovens para que se tornem sujeitos melhores e dignos e devem, também, auxiliar, “de forma lúdica, o desenvolvimento de habilidades sociais e de comunicação, além de possibilitar o contato com diferentes realidades e estimular a tolerância e o respeito às diversas opiniões e culturas”, como reforça a Sociedade Mineira de Pediatria.

Quarto, há também, nesse universo das tecnologias, um vasto mercado de trabalho crescente. Se queremos ser vetores de uma nova realidade para nossa comunidade, por que não trazer aos nossos jovens a possibilidade de se reconhecerem profissionalmente nesse mundo virtual? Essa seria, também, uma forma de contribuir para a profissionalização desses jovens.

A juventude representa a maior parcela de usuários dos serviços das TICs no nosso país. Os papeis que essas tecnologias cumprem na vida dos jovens são, também, diversos, como para o: lazer, entretenimento, relacionamento e sociabilidade, bem como o de espaço de busca por conhecimento. A estes últimos, atribuímos papel de grande relevância e que deve ser potencializada por nós, organização. Os jovens de nossa comunidade também merecem a oportunidade de aprender a utilizar esse meio digital, de forma respeitosa e que os ajude para o futuro.

Por isso que, pensando no que afirmamos acima, da ação pedagógica das TICs, da inclusão desses jovens ao mundo digital, dos valores potencializados através desses recursos e da profissionalização digital, retornamos as nossas atividades das aulas de informática na organização. Já tínhamos essas aulas anteriormente, mas em decorrência da pandemia de covid-19, paramos. Nesse momento, seguindo as orientações da saúde, retomamos esses momentos com nossos educandos.

Se podemos potencializar o uso da internet para estudo, podemos fazer com que esses jovens conheçam o mundo através do acesso à internet bem como possam se profissionalizar conhecendo essas tecnologias. A partir das aulas de informática, o mundo se torna mais próximo de si. Os horizontes se transformam, possibilitando um novo olhar sobre suas respectivas realidades.

Paulo Freire, patrono da educação brasileira, tinha um mantra para a educação, que era “a educação não muda o mundo. A educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo”. A educação que acreditamos é a educação que transforma pessoas capazes de transformar o mundo e por isso fazemos dessa forma de educar, o nosso presente.

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